FILOSOFIA - 2o ANO - REVISÃO SIS
I. REPENSANDO O EDITAL
1. Filosofia Contemporânea, Tecnologia e Ética
1.1. Ética Aplicada e Meio Ambiente:
Bioética (Relação entre tecnologia, vida e homem).
Ética e meio ambiente.
Categorias de tempo, espaço, extensão e causalidade (em vários autores da história da Filosofia em tempo de globalização).
1.2. Sociedade da Informação e Mídia:
As Tecnologias e o homem.
Linguagem e ética nas redes sociais.
As novas estéticas.
2. Filosofia Política, Cidadania e Fronteiras
2.1. Poder e Estruturas Políticas:
Filosofia Política: Relações entre sociedade, informação e poder.
Liberdade e igualdade política.
Esfera pública e privada.
2.2. Questões de Fronteira e Cidadania:
Natureza e cultura.
Civilização e barbárie.
Tempo e memória (enquanto categorias filosóficas e sociais).
Cidadania formal e/ou participativa.
Os refugiados: Acolhida dos sem pátria.
Direito do cidadão ao respeito e à diversidade de pensamento e crença.
2.3. Valores Humanos:
Liberdade, solidariedade, igualdade, equidade e singularidade.
3. Diversidade, Preconceito e Violência
3.1. Questões de Identidade e Cultura:
As múltiplas culturas e os pensadores.
Gênero e sexualidade, raça e etnia.
Diversidade étnico-cultural no Brasil.
3.2. Preconceito e Discriminação:
Preconceito, discriminação, diversidade e minorias.
Diferentes tipos de preconceitos e discriminações no Brasil (físico, sexual, etnicorracial e religiosa).
Racismo, desigualdade e poder no Brasil.
Violência por motivação religiosa, preconceito, discriminação e racismo religioso.
3.3. Tipos de Violência:
Física, psicológica, simbólica, sexual, étnico-racial, material.
4. Filosofia, Culturas e Saberes Panamazônicos e Afrobrasileiros
4.1. Cosmologias e Manifestações Culturais:
Cosmologias Antiga, Medieval, Moderna (em contraponto, mas com foco em povos Panamazônicos e Afrobrasileiros).
Filosofia da arte: reflexões sobre as manifestações artísticas dos diversos povos amazônicos.
Encontro, diálogo e interação em diferentes idiomas e culturas (com foco regional).
Diversidade étnico-cultural no Brasil e no Amazonas.
4.2. O Saber Negro e Contribuição para a Amazônia:
O saber negro e sua contribuição para a cultura amazônica: oralidade, circularidade, corporeidade, musicalidade, memória, ancestralidade, cooperativismo e ludicidade.
4.3. O Saber Indígena e Visão de Mundo:
O saber indígena: unidade com a natureza, valorização do ancião, cooperação, partilha, unidade entre crença, vida e conhecimento.
4.4. Juventudes e Engajamento:
As diferentes juventudes no Brasil e no Amazonas.
Ação de engajamento político das diferentes juventudes.
1. Filosofia Contemporânea, Tecnologia e Ética
Este bloco mergulha nas crises e transformações trazidas pelo século XXI, onde a tecnologia redefine o humano e seu ambiente.
1.1. Ética Aplicada e Meio Ambiente:
Bioética (Relação entre tecnologia, vida e homem): Aborda os dilemas morais decorrentes dos avanços biotecnológicos (como engenharia genética, clonagem e inteligência artificial na saúde). O foco contemporâneo reside na ética da melhoria humana (human enhancement) e na governança de tecnologias disruptivas.
Ética e meio ambiente: Examina a responsabilidade humana frente à crise climática e a perda de biodiversidade. Inclui a discussão sobre a justiça climática e o reconhecimento do valor intrínseco da natureza (ecocentrismo), criticando a visão puramente instrumentalista.
Categorias de tempo, espaço, extensão e causalidade (em vários autores da história da Filosofia em tempo de globalização): Revisa como filósofos (de Kant a Bergson e além) conceberam essas categorias e como a velocidade da comunicação e a compressão do espaço-tempo na globalização (internet, viagens aéreas) desafiam esses conceitos clássicos.
1.2. Sociedade da Informação e Mídia:
As Tecnologias e o homem: Reflete sobre a constituição do sujeito tecnológico e as novas formas de sociabilidade e trabalho. Questões sobre alienação digital, vigilância e a fusão entre o físico e o virtual (metaverso).
A indústria cultural: Atualiza o conceito frankfurtiano (Adorno e Horkheimer) para a era das plataformas digitais. Analisa a padronização e o consumo massivo de conteúdos (o stream como forma de controle) e o impacto na autonomia crítica individual.
Sociedade da informação: Estuda a centralidade da informação e do conhecimento na economia e na política. Discute a exclusão digital e o abismo entre quem produz e quem apenas consome dados.
Linguagem e ética nas redes sociais: Aborda o fenômeno da polarização, as fake news, os discursos de ódio e o anonimato. Examina a necessidade de uma nova etiqueta digital e o papel das plataformas na moderação de conteúdo.
As novas estéticas: Analisa o impacto da tecnologia e da inteligência artificial (IA) na produção e recepção artística. Reflete sobre a autoria, a reprodutibilidade e a experiência estética em ambientes imersivos e digitais.
2. Filosofia Política, Cidadania e Fronteiras
Este bloco trata da organização do convívio social e das tensões que moldam a cidadania moderna.
2.1. Poder e Estruturas Políticas:
Filosofia Política: Relações entre sociedade, informação e poder: Examina como o controle sobre dados e narrativas se traduz em formas de poder algorítmico e de vigilância em massa, atualizando o conceito foucaultiano para o capitalismo de plataforma.
Liberdade e igualdade política: Discute as formas de acesso ao poder e os limites da participação democrática. Inclui a discussão sobre igualdade de oportunidades versus igualdade de resultados (equidade).
Totalitarismo e Democracia: Revisa os fundamentos da democracia liberal e seus desafios contemporâneos, como o avanço de populismos autoritários e a erosão das instituições.
Esfera pública e privada: Analisa a redefinição dessas fronteiras com a exposição massiva nas redes sociais e a coleta de dados privados por corporações e governos.
2.2. Questões de Fronteira e Cidadania:
Natureza e cultura, Civilização e barbárie: Reflexão sobre a dicotomia na Filosofia Ocidental e sua crítica. O contemporâneo busca superar essa separação, reconhecendo a interdependência e a influência mútua.
Tempo e memória (enquanto categorias filosóficas e sociais): Estudo da construção da memória social e da importância do passado para a identidade política (em pauta com comissões da verdade e justiça de transição).
Cidadania formal e/ou participativa: Contrapõe a cidadania definida pelo direito legal (voto, documentos) àquela exercida por meio de movimentos sociais, ativismo digital e engajamento cívico contínuo.
Os refugiados: Acolhida dos sem pátria: Aborda a crise humanitária global sob a ótica da ética da hospitalidade (Derrida) e do direito internacional, questionando a noção de soberania nacional em face da migração forçada.
Direito do cidadão ao respeito e à diversidade de pensamento e crença: Fundamento do pluralismo democrático, essencial para garantir a liberdade de expressão e a tolerância religiosa e ideológica.
2.3. Valores Humanos:
Liberdade, solidariedade, igualdade, equidade e singularidade: Ênfase na equidade (tratar desiguais de forma desigual para alcançar a igualdade) e na singularidade (o valor irredutível do indivíduo) como pilares para uma sociedade justa.
3. Diversidade, Preconceito e Violência
Este bloco centraliza a discussão sobre as questões de identidade e justiça social.
3.1. Questões de Identidade e Cultura:
As múltiplas culturas e os pensadores, Alteridade, multiculturalismo e relativismo cultural: Estudo do encontro com o Outro (Alteridade) e dos modelos de coexistência (multiculturalismo, interculturalidade), criticando a postura do relativismo cultural extremo que impede o julgamento ético de práticas.
Gênero e sexualidade, raça e etnia: Análise de como esses marcadores sociais constituem identidades, distribuem poder e geram opressões. Introduz conceitos da Filosofia Queer e da Teoria Crítica da Raça.
Diversidade étnico-cultural no Brasil: Foco na complexidade da formação brasileira, marcada pela tríade indígena, africana e europeia, e suas tensões atuais.
3.2. Preconceito e Discriminação:
Preconceito, discriminação, diversidade e minorias: Diferencia o preconceito (juízo prévio) da discriminação (ação de exclusão), analisando os desafios das minorias políticas, sociais e demográficas.
Diferentes tipos de preconceitos e discriminações no Brasil (físico, sexual, etnicorracial e religiosa): Detalhamento das formas de opressão no contexto nacional.
Racismo, desigualdade e poder no Brasil: Estudo do racismo estrutural (Almeida, G. S.) que está entranhado nas instituições e nas relações de poder, perpetuando a desigualdade social.
Violência por motivação religiosa, preconceito, discriminação e racismo religioso: Aborda a intolerância e o ódio dirigidos a comunidades de matriz africana, indígenas e outras minorias religiosas, exigindo a proteção do direito à crença.
3.3. Tipos de Violência:
Física, psicológica, simbólica, sexual, étnico-racial, material: Classificação das formas de violência, destacando a violência simbólica (Bourdieu) como aquela que se manifesta sutilmente, por meio de estruturas de poder, legitimando a dominação.
4. Filosofia, Culturas e Saberes Panamazônicos e Afrobrasileiros
Este bloco é dedicado à Filosofia do Encontro, valorizando as epistemologias e cosmologias que desafiam a hegemonia do pensamento ocidental.
4.1. Cosmologias e Manifestações Culturais:
Cosmologias Antiga, Medieval, Moderna dos povos Panamazônicos e Afrobrasileiros: Contraponto entre as visões de mundo (Cosmologias) desses povos (que frequentemente veem o cosmos como um organismo vivo e interconectado) e as cosmologias ocidentais.
Filosofia da arte: reflexões sobre as manifestações artísticas dos diversos povos amazônicos: Análise da arte como expressão de conhecimento e cosmovisão (artesania, rituais, grafismos), e não apenas como estética pura.
Encontro, diálogo e interação em diferentes idiomas e culturas e Diversidade étnico-cultural no Brasil e no Amazonas: Ênfase na importância da interculturalidade na Amazônia, uma região marcada pela coexistência de múltiplas línguas e etnias.
4.2. O Saber Negro e Contribuição para a Amazônia:
O saber negro e sua contribuição para a cultura amazônica: Estudo das filosofias africanas e afro-diaspóricas (oralidade, circularidade, ancestralidade) e sua profunda influência na construção da cultura, religião e identidade amazônica. A corporeidade e a musicalidade são vistas como formas de preservação da memória e do saber.
4.3. O Saber Indígena e Visão de Mundo:
O saber indígena: Centraliza a unidade com a natureza (o perspectivismo ameríndio), a valorização do ancião (memória e sabedoria) e o princípio de cooperação e partilha como modelos éticos e políticos alternativos ao individualismo capitalista. A unidade entre crença, vida e conhecimento reforça a inseparabilidade entre epistemologia e ontologia.
4.4. Juventudes e Engajamento:
As diferentes juventudes no Brasil e no Amazonas e Ação de engajamento político das diferentes juventudes: Estudo da juventude não como uma categoria monolítica, mas como grupos diversos (urbana, ribeirinha, indígena, periférica) que atuam como agentes de mudança social, utilizando ativismo digital e mobilizações locais para exigir direitos e influenciar a política.
Questão 1: O conceito de Bioética surge da necessidade de reflexão filosófica sobre a vida em um contexto de rápido avanço tecnocientífico. Qual das alternativas melhor descreve o foco contemporâneo da Bioética?
a) O estudo das cosmologias antigas e sua relação com a medicina tradicional.
b) A análise da natureza do tempo e do espaço na experiência de doenças.
c) Os dilemas morais decorrentes da engenharia genética, clonagem e o uso de Inteligência Artificial na saúde e na melhoria humana (human enhancement).
d) A crítica à Indústria Cultural e a padronização das mídias digitais.
e) A distinção entre cidadania formal e participação política.
Questão 2: A Indústria Cultural, conceito originalmente desenvolvido por Adorno e Horkheimer, é atualizada na Sociedade da Informação. Hoje, esse conceito critica principalmente:
a) A liberdade de expressão total e irrestrita nas redes sociais.
b) A valorização da arte erudita e o desprezo pela cultura popular.
c) A produção massiva e padronizada de conteúdos por plataformas digitais (streaming), visando o controle do consumo e a anulação da autonomia crítica.
d) A divisão clara entre esfera pública e privada promovida pela internet.
e) O princípio da equidade como motor de justiça social.
Questão 3: A globalização e o desenvolvimento tecnológico impuseram desafios às categorias clássicas da Filosofia. A respeito do tempo e do espaço na era digital, é correto afirmar:
a) O tempo e o espaço voltaram às definições aristotélicas de absoluto e imutável.
b) O uso de redes sociais e a comunicação instantânea promoveram uma compressão do espaço-tempo, alterando a percepção e o alcance das relações sociais.
c) A causalidade se tornou uma categoria irrelevante para a ética na rede.
d) A cidadania formal é a única ferramenta eficaz para lidar com a vigilância tecnológica.
e) As novas tecnologias isolaram as questões éticas das ambientais.
Questão 4: A Filosofia Política atualiza o debate sobre poder ao incorporar a Sociedade da Informação. Nesse contexto, as relações entre sociedade, informação e poder são caracterizadas pela:
a) Dissolução total do Estado em favor de corporações de tecnologia.
b) Transferência do poder para o indivíduo isolado, garantindo a privacidade absoluta.
c) Centralização do poder através do controle de dados e algoritmos, resultando em novas formas de vigilância e manipulação de narrativas.
d) Eliminação das formas tradicionais de violência em favor do diálogo digital.
e) Impossibilidade de qualquer tipo de engajamento político por parte da juventude.
Questão 5: O debate contemporâneo sobre justiça social diferencia os conceitos de Igualdade e Equidade. A equidade é filosófica e politicamente relevante porque:
a) Garante que todas as pessoas recebam exatamente o mesmo recurso, independentemente de sua condição.
b) Reforça a meritocracia ao punir aqueles que não alcançam os mesmos resultados.
c) Impede a discussão sobre questões de raça e etnia, focando apenas no aspecto econômico.
d) Implica tratar os desiguais de forma desigual, corrigindo desvantagens estruturais para que todos tenham condições justas de alcançar a igualdade.
e) É uma categoria filosófica exclusiva da cosmologia moderna e incompatível com a política.
Questão 6: A crise dos refugiados e a situação dos "sem pátria" levantam questões sobre a soberania dos Estados e a moralidade. O tema é abordado na filosofia a partir da:
a) Crítica à lógica da Indústria Cultural e seu papel na desumanização.
b) Necessidade de redefinir o conceito de tempo para os que não têm lar.
c) Discussão da ética da hospitalidade (Derrida) e do direito humano incondicional, confrontando a rigidez das fronteiras nacionais.
d) Exclusividade da responsabilidade individual sobre a ação política.
e) Defesa do relativismo cultural como solução para os conflitos internacionais.
Questão 7: Em um contexto de radicalização e polarização, o direito do cidadão ao respeito e à diversidade de pensamento e crença constitui o alicerce filosófico de qual sistema político?
a) Totalitarismo.
b) Oligarquia.
c) Democracia Pluralista.
d) Monarquia Absolutista.
e) Ditadura do Proletariado.
Questão 8: A Alteridade e o Multiculturalismo são conceitos essenciais para a compreensão da convivência em sociedades complexas. A abordagem multiculturalista propõe:
a) A assimilação completa das culturas minoritárias pela cultura dominante.
b) A coexistência de diversas culturas em um mesmo espaço, buscando modelos de reconhecimento e valorização da diferença.
c) A rejeição total do diálogo intercultural em nome do individualismo radical.
d) O congelamento das categorias de gênero e sexualidade em modelos tradicionais.
e) O julgamento de todas as culturas por padrões estritamente ocidentais.
Questão 9: O conceito de Racismo Estrutural (Silvio Almeida) é crucial para entender a desigualdade no Brasil porque:
a) Reduz o racismo a meros atos isolados de discriminação individual.
b) Afirma que o racismo só existe na esfera privada, e não na pública.
c) Demonstra que o racismo está embutido nas instituições, nas normas e nas relações sociais, perpetuando a concentração de poder e a desigualdade.
d) Sugere que a solução para a desigualdade depende apenas da tecnologia.
e) É uma categoria filosófica exclusiva do século XIX, sem validade contemporânea.
Questão 10: A Violência Simbólica, conceito de Pierre Bourdieu, diferencia-se da violência física e material por ser:
a) Exclusivamente praticada por minorias em busca de visibilidade.
b) Sempre visível e denunciada nos meios de comunicação de massa.
c) Sutil, exercida pelo convencimento e pela naturalização da dominação, resultando na aceitação acrítica de estruturas de poder.
d) Uma categoria que só se aplica a discussões sobre ética nas redes sociais.
e) O resultado direto da falta de acesso à tecnologia.
Questão 11: O Racismo Religioso no Brasil manifesta-se, sobretudo, através de atos de intolerância e violência dirigidos a quais grupos?
a) Católicos e protestantes históricos.
b) Ateus e agnósticos.
c) Comunidades de matriz africana (Candomblé, Umbanda) e, em menor escala, grupos indígenas, desrespeitando o direito à crença e ao culto.
d) Filósofos e pensadores da Indústria Cultural.
e) Juventudes urbanas com engajamento político.
Questão 12: A discussão sobre Gênero e Sexualidade na Filosofia contemporânea exige:
a) O retorno à dicotomia clássica entre natureza e cultura.
b) A análise de como esses marcadores sociais atuam na distribuição de poder e na geração de opressões, sendo campos de estudo da Teoria Crítica.
c) O endosso de todas as práticas culturais pelo relativismo cultural.
d) O foco exclusivo na violência física e material.
e) A separação total da política e dos valores humanos.
Questão 13: As Cosmologias dos povos Panamazônicos e Afrobrasileiros apresentam uma profunda diferença em relação à visão de mundo ocidental moderna por:
a) Adotarem o antropocentrismo radical como princípio ético.
b) Separarem rigidamente o conhecimento (ciência) da vida (crença).
c) Não possuírem concepções sobre tempo, espaço ou causalidade.
d) Enfatizarem a unidade entre natureza, cultura e o cosmos (perspectivismo ameríndio ou visão orgânica de mundo), rejeitando a separação dicotômica.
e) Defenderem a primazia da tecnologia sobre a oralidade.
Questão 14: O Saber Negro contribui para a cultura amazônica com princípios filosóficos e práticos. Um desses princípios que se opõe ao individualismo radical é:
a) O isolamento na esfera privada.
b) A rejeição da memória e da ancestralidade.
c) O Cooperativismo e a Circularidade (noções de comunidade e não linearidade do tempo).
d) A defesa do totalitarismo.
e) A subordinação da oralidade à escrita.
Questão 15: A Oralidade e a Ancestralidade são fundamentais para as filosofias afro-diaspóricas porque:
a) São apenas manifestações folclóricas sem valor epistemológico.
b) Reforçam a importância da escrita como única via de conhecimento.
c) Atuam como veículos de transmissão de saber, memória e valores, garantindo a sobrevivência das identidades e a ligação com as raízes.
d) Excluem qualquer possibilidade de diálogo com a tecnologia.
e) São conceitos exclusivos da Indústria Cultural.
Questão 16: A Filosofia da Arte ao analisar as manifestações artísticas dos povos amazônicos deve refletir sobre:
a) A simples imitação estética da natureza local.
b) O uso da arte apenas para fins comerciais na Sociedade da Informação.
c) O papel da arte como expressão de cosmovisão e conhecimento (grafismos, rituais), e não apenas como objeto de contemplação estética.
d) A supremacia do conhecimento ocidental sobre o saber indígena.
e) A separação absoluta entre corpo e espírito na produção artística.
Questão 17: A valorização do ancião e a partilha são princípios éticos centrais do Saber Indígena porque:
a) Refletem a visão totalitária de poder.
b) São elementos recentes de sua cosmologia, adotados após o contato.
c) Fundamentam a organização social na sabedoria acumulada (memória) e na cooperação mútua, essenciais para a sobrevivência e a harmonia comunitária.
d) Excluem a possibilidade de qualquer engajamento político.
e) São características exclusivas da juventude urbana do Amazonas.
Questão 18: O debate sobre natureza e cultura, uma das "questões de fronteira", é fundamentalmente desafiado na Amazônia pela cosmovisão indígena. Esse desafio consiste em:
a) Defender a primazia absoluta da cultura sobre todos os elementos naturais.
b) Rejeitar a ciência ocidental em todas as suas formas.
c) Postular a unidade ontológica e a interdependência entre os seres vivos e o ambiente, rompendo a dicotomia ocidental que coloca o humano fora ou acima da natureza. d) Focar exclusivamente nas categorias de tempo e extensão. e) Ignorar a existência da violência simbólica e do racismo.
Questão 19: As diferentes juventudes no Brasil e no Amazonas (indígenas, ribeirinhas, urbanas) atuam como agentes de mudança ao:
a) Adotarem passivamente os modelos de consumo da Indústria Cultural.
b) Recusarem o diálogo e a interação em diferentes culturas.
c) Promoverem o engajamento político por meio de ativismo digital e mobilizações locais, buscando mais equidade e representação.
d) Segregarem-se totalmente da esfera pública e privada.
e) Defenderem a superioridade de uma única cosmologia.
Questão 20: Qual par de conceitos filosóficos representa a base para o enfrentamento da discriminação e do preconceito de qualquer natureza (etnicorracial, sexual ou religiosa)?
a) Totalitarismo e Violência Simbólica.
b) Cosmologia e Indústria Cultural.
c) Alteridade e Respeito à Diversidade (de pensamento e crença).
d) Causalidade e Extensão.
e) Racismo Estrutural e Cidadania Formal.
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